Zona Cerealista de São Paulo – Porque para comer bem não precisa pagar caro!

zona cerealista1 Guia da Zona Cerealista: Quem disse que pra comer bem tem que pagar caro?

Hoje vou falar um pouquinho sobre a Zona Cerealista de SP!!! É um lugar que fica no centro de SP, mais especificamente no bairro do Brás e bem em frente ao Mercado Municipal. Lá você encontra de tudo, isso mesmo… tudo, tudo, tudo relacionado à cozinha e alimentos!

“A zona cerealista está para as comidas assim como a Rua 25 de Março para as bijuterias. Há produtos variados, em grandes quantidades, frescos e com baixos preços. Até pouco tempo atrás, porém, a região tinha poucos atrativos para o consumidor comum. Isso porque funcionavam por lá, sobretudo, armazéns de cebola, alho e cereais, produtos comprados no atacado por revendedores como supermercados e feiras. Esse tipo de comércio continua, mas com menos força. A maioria dos lojistas reformou ou repaginou seus pontos de venda com o objetivo de atrair clientes do varejo. Boa parte deles oferece estacionamento e serviço de carregador gratuito. Há também quem entregue as compras em casa. Localizada há quatro décadas na Rua Santa Rosa, coração da zona cerealista, a Casa Flora é uma das que investiram fortemente para atrair o novo filão. “Há cerca de três anos, removemos o balcão e dispusemos os produtos em gôndolas”, explica o proprietário Antonio Ailton Carvalhal. A loja é também importadora de queijos, vinhos, chocolates e outros produtos caros encontrados em supermercados chiques da cidade. Assim como ocorre nas calçadas da 25 de Março, sua “irmã” dos badulaques, a Rua Santa Rosa e suas adjacentes costumam ser lotadas. A confusão é maior nas manhãs de segunda, repletas de feirantes. Por isso, o ideal é fazer compras e passear por lá à tarde ou aos sábados”. (Veja SP)

Alguns exemplos do que você vai encontrar são: Suplementos alimentares, grãos, barrinhas de cereais, mel, farinhas e sementes diversas, castanhas, nozes, amendoins, alhos, cebolas, batatas, queijos, azeites, temperos, frutas secas, palmitos, conservas, bacalhau…etc. A variedade de produtos já seria um grande atrativo, mas ainda tem o grande diferencial do preço baixo! É MUITA diferença dos preços que encontramos nos supermercados por aí. Se vale a pena? Não tenha dúvidas, vale muito a pena!!! Você pode programar uma ida lá periodicamente, conforme sua necessidade. A loja Santa Filomena é uma das mais baratas para comprar grãos, farinhas e sementes. Mas tudo isso tem nas outras lojas também. Se você for com tempo compare o preço entre uma loja e outra, encontrei diferença de até $10,00 de uma loja para outra no preço do kg de alguns produtos! Você já viu berinjela em pó? Cenoura em pó? Tomate em pó? Beterraba em pó? Maracujá?? Então… tuuudo isso tem lá, muita coisa diferente!!! Aqui falei apenas uma amostrinha para vocês, mas essa com certeza é uma visita imperdível para quem gosta de cozinhar e receber bem em casa. Existe muitas opções de aperitivos também! Como eu fui com o tempo curto para andar, não fiquei olhando demais… Mas o que consegui nesse pouco tempo já foi ótimo! As fotos são da Loja Santa Filomena.

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Zona cerealista

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Dá para comprar pelo site também: www.zonacerealista.com.br, mas o legal é ir lá!!! Ela começa na Rua Santa Rosa no Brás, mas toda aquela região pertence à Zona Cerealista!

mapa zona cerealista Guia da Zona Cerealista: Quem disse que pra comer bem tem que pagar caro?

Dicas!

  • Se for aos sábados chegue bem cedo, as lojas abrem as 8h e algumas até as 6h. Já sabe né?? Sábado fica tudo lotado e mais difícil para se locomover. Durante a semana é mais tranquilo.
  • Vá com uma listinha do que você quer comprar. “Ah, mas eu vou saber só quando chegar lá”. Tudo bem… mas tenha uma listinha base para te auxiliar e não ficar perdida diante de tantas opções, a partir daí o que você ver de diferente leva também! Rsrsrs.

E agora, bom passeio e boas compras!!!

beijos,

Poly!

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Ceviche Peruano

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Hoje a receitinha é pra quem é fã de um peixinho cru! O ceviche é uma comida típica do Peru, falei um pouco sobre ele aqui, aqui e aqui. Desde que provei o ceviche me apaixonei! O sabor é maravilhoso! O verdadeiro ceviche peruano é “cozido”  em um suco de limão temperado e apimentado que se chama “leche de tigre”. Alguns ingredientes típicos são usados para compor esse prato e são:o milho típico do Peru que se chama “choclo”, esse milho é grandão, diferente do que temos aqui; a pimenta típica que se chama “rocoto” e é mais forte do que a dedo de moça que usamos como substituta por aqui e por fim vem a batata doce que se chama “camote”. Ela também é diferente, pois é mais alaranjada e tem um gosto um pouco parecido com abóbora japonesa, mas bem pouco. Quem conhece meu marido sabe que ele não cozinha nada, mas dessa vez ele fez questão de ir pra cozinha e preparar o ceviche! Acreditam?? Rsrs…Ele mandou SUPER bem no cevichito!!!

O nosso ceviche faltou o milho e a batata doce, esqueci de colocar… mas se você for usar é só cozinhar a espiga de milho e a batata doce e usar ok?

  • Rendimento: Serve 2 pessoas
  • Custo: ★★★★★
  • Dificuldade: ★★★★★

INGREDIENTES

  • 2 filés grandes de Robalo bem limpo e cortados em cubinhos médios
  • Suco de 4 limões Tahiti (para amenizar a acidez pode usar 2 tahiti e 2 siciliano)
  • 1 pimenta dedo-de-moça sem sementes e em fatias fininhas
  • 1 cebola roxa cortada em meias-luas bem fininhas
  • 1 punhado de coentro picadinho
  • Sal a gosto
  • Gelo

MODO DE PREPARO

Antes de cortar os filés de Robalo eu os coloquei em uma vasilha com pedras de gelo para ficarem bem geladinhos. O peixe geladinho é uma das características marcantes do ceviche!

Corte os filés em tiras e depois cubinhos médios e vá colocando em um recipiente;

Corte a cebola, pimenta e coentro bem picadinhos;
Ceviche Peruano

Junte os ingredientes picadinhos e suco dos limões ao peixe já cortadinho e mexa bem. Deixe marinando por uns 5 minutinhos até o peixe ficar esbranquiçado, isso significa que ele está “cozido” pelo limão.

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Se for usar o milho e a batata junte nessa hora. Misture levemente o milho e a batata coloque delicadamente por cima. Como nós não usamos, colocamos em uma taça e servimos assim:

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 Dicas: Você pode usar outro peixe branco de sua preferência, como por exemplo o Linguado; O milho você pode usar de caixinha se ficar com preguiça de cozinhar a espiga; O peixe tem que estar realmente BEM limpo pra que fique apenas o filé bem macio.

Essa receita nós seguimos por esse vídeo que vimos na internet. Ele explica passo a passo e por isso fica bem fácil!

E aí, vão animar fazer??

Obrigada pela visita!

Beijos,

Poly.

 

Receita de Shimeji em Casa!

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A receitinha de hoje é pra quem é fã de cogumelos. “Shimeji é um termo popular em japonês para Lyophyllum shimeji (hon-shimeji), mas pode se referir a outros cogumelos comestíveis. No Japão, o shimeji é considerado o mais delicioso dos cogumelos”. (Wikipedia). Aqui no Brasil é muito comum encontrar esse cogumelo, o que eu não sabia é que além de fácil para fazer é muito rápido também e praticamente não suja louças!!! Vamos lá:

  • Rendimento: Serve 2 pessoas
  • Custo: ★★★★
  • Dificuldade: ★★★★

INGREDIENTES:

  • 2 bandejas de shimeji fresco (Eu comprei em um mercado japonês, mas você encontra em outros também)
  • Shoyu
  • Cebolinha
  • Salsinha (opcional)
  • Manteiga

MODO DE PREPARO:

  1. Lave delicadamente os cogumelos e solte todas as “pétalas”. Pode cortar a base onde as pétalas ficam presas;
  2. Aqueça 2 colheres (sopa) cheia de manteiga e adicione os cogumelos;
  3. Mexa bem até começar a murchar;
  4. Coloque 3 colheres sopa de Shoyu, misture bem e desligue o fogo;
  5. Acrescente a cebolinha picadinha e pronto! É só servir.

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Esse prato tem que ser comido na hora que acaba de fazer, bem quentinho. Fica delicioso gente, igualzinho do restaurante!

Gostaram?!

Beijos,

Poly.

Cheesecake Salgado de Ricota

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O que era maravilhoso na versão doce ficou igualmente delicioso na versão salgada também! Há algum tempo vi uma receita de cheesecake salgado no site do Edu Guedes e fiquei com vontade de fazer, mas ainda não tinha testado. Pesquisei outras receitas também e achei uma no Panelaterapia bem legal. Essa que eu fiz foi adaptada ao meu jeito. Esse é um prato bonito, que agrada aos olhos e… também ao paladar. Bora lá ver como faz??

  • Rendimento: 12 fatias
  • Custo: ★★
  • Dificuldade: ★★

INGREDIENTES

  • 150g de CREAM CHEESE Philadelphia
  • 2 xícaras (chá) de RICOTA FRESCA (Eu usei da Tirolez)
  • 2 ovos
  • 1 pacote de BISCOITO SALGADO. Eu usei o cereal mix 7 grãos da Triunfo
  • 1 caixinha de CREME DE LEITE
  • 1 xícara (chá) de QUEIJO PARMESÃO ralado fresco
  • 2 TOMATES cortados em fatias finas
  • Sal, pimenta moída e orégano a gosto (não exagere no sal)

Dica: O ideal é que a manteiga fique em temperatura ambiente. E já respondendo à sua pergunta: Não, ela não estraga muito rápido. Em casa eu deixo fora da geladeira e nunca estragou. A não ser que seja uma manteiga caseira, aí estraga mesmo.

MODO DE PREPARO

  1. Comece forrando o fundo de uma assadeira de fundo removível com papel manteiga;
  2. Depois faça a base do cheesecake. Triture 30 biscoitos no liquidificador e amasse com as mãos a farofa de biscoitos com manteiga amolecida naturalmente;
  3. Com as pontas dos dedos forre o fundo da assadeira com a farofa úmida;
  4. Agora prepare o creme. Coloque todos os ingredientes juntos, exceto os temperos. Bata tudo na batedeira, ou se você animar pode misturar tudo bem misturadinho na mão mesmo. No fim coloque os temperos e o queijo ralado;
  5. Vai ficar um creme encorpado e bem bonito;
  6. Coloque o creme por cima da base de biscoito e por cima coloque fatias bem finas de tomate (as minhas não ficaram tão finas…)
  7. Salpique pimenta moída, orégano ou folhinhas de manjericão por cima;
  8. Leve ao forno pré-aquecido a 220c° e deixe assar por 45 min.

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O sabor é bem leve e cremoso. A ricota dá um toque especial nessa receita porque a “massa” fica comos e fosse aerada… não sei explicar bem rsrs. Mas ficou bom demais!

Dica: Na hora de comer regue com um fio de azeite… hummmm

Agora corre no supermercado e compra os ingredientes pra fazer ainda hoje!!! \o/

Curiosidade: Se fala: O cheesecake ou A cheesecake? Saiba o que é correto:

“O cheesecake já era conhecido dos antigos gregos. Os norte americanos o criaram no século XX. Desde então, tornou-se uma espécie de bolo nacional, mas, segundo os profissionais, existem «mais teorias sobre o bolo de queijo do que pessoas que saibam prepará-lo».

O cheesecake americano é normalmente constituído por uma base de bolacha, um recheio à base de queijo, creme e ovos, e uma cobertura de fruta. Este cheesecake é cozido no forno, no entanto existem inúmeras variações da receita, entre as quais as que são compostas por natas, queijo e gelatina e não necessitam de forno.

Apesar de ter nascido na Grécia há muito tempo, o cheesecake só se popularizou nos anos 1970, quando era uma das sobremesas mais populares dos Estados Unidos, e principalmente, de .”Nova Iorque.” (Wikipedia).

Portanto, por se tratar de um bolo é correto dizer O cheesecake!

Beijo “procês”!

Poly.

O Café mais Raro e Caro do Mundo – Kopi Luwak

Café Kopi Luwak

Esse é um post muito interessante que conta sobre a produção de um café muito raro e caríssimo, onde uma xícara pode custar mais de $ 100 dólares! Com certeza é uma xícara de café que apenas poucas pessoas podem saborear. Leiam o post e saibam o que tem de tão especial nesse café e porque custa tão caro.

“Kopi Luwak ou Café Civeta é um café produzido com grãos de café extraídos das fezes do civeta. Este processo de coleta de grãos em fezes de civeta acontece na Indonésia e nas Filipinas (onde o produto é chamado de Kape Alamid). No Vietnã existe um tipo similar de café, chamado weasel coffee, que possui grãos que foram defecados por doninhas. No Brasil, existe ainda um café colhido das fezes do Jacu [ave originária da América do Sul].

O civeta seleciona os grãos antes de ingeri-los, mas apenas a polpa é digerida, e a semente passa intacta pelo sistema digestivo do animal. Durante a digestão, as bactérias e enzimas únicas do animal tornam-se os responsáveis pela diferença de qualidade do café industrializado.

Kopi é uma palavra indonésia para “café”, enquanto luwak é o nome local da civeta. A produção limitada dos grãos (menos de 230 quilos por ano) é o motivo de sua raridade e consequentemente seu alto preço (cerca de mil dólares o quilo do grão), sendo considerado o mais caro café do mundo. É vendido principalmente para o Japão, na Europa e nos Estados Unidos. Uma xícara de café preparado com Kopi Luwak pode custar 50 libras esterlinas no Reino Unido. Seu sabor é descrito como “uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns”. (Fonte Wikipedia).

Civeta comendo fruto do café em fazenda no sudeste asiático

Civeta comendo fruto do café em fazenda no sudeste asiático

Grãos de café excretados pelos civetas criados em cativeiro

“O pesquisador explica que à medida que o grão passa pelo sistema digestório do animal, ele sofre um processo de modificação parecido com o utilizado pela indústria cafeeira para remover a polpa do grão de café, mas que envolve bactérias diferentes das usadas pela indústria, além das enzimas digestivas do animal. É isso que dá ao Kopi Luwak seu sabor característico inigualável. Mas esse processo um tanto quanto esquisito de produzir café não representa riscos à saúde? “Os resultados dos testes que fiz em meus trabalhos mostraram que a bebida é perfeitamente segura”, garante Marcone.

A origem da produção do Kopi Luwak (café de civeta, em indonésio) é ainda um mistério, mas o processo, realizado principalmente nas ilhas de Sumatra, Java e Bali, se baseia em alimentar os animais com os frutos das plantas de café e depois recolhê-los das fezes do mamífero.

O resto da tarefa é feito pelos empregados das empresas produtoras, incluindo a limpeza do grão de café do tipo arábico ou robusta e em seguida os processos de tostá-los e moê-los.

“A civeta não chega a digerir todo o grão de café maduro, as enzimas de seu estômago o modificam e fornecem características que o tornam único”, explicou à Agência Efe Dwija Wati, trabalhadora de uma produtora de Kopi Luwak do norte de Bali.

O metabolismo do mamífero é capaz de aproveitar a polpa da baga, mas a semente não é digerida e então é devolvida, mais rica, à terra.

Wati acrescenta que a civeta tem “essa capacidade especial, por isso o processo não pode ser feito com outros animais”.

No entanto, o ritmo de produção é lento. Cada civeta é capaz de digerir por dia uma média de 25 grãos e essa é a razão principal pela qual o quilo de Kopi Luwak custa US$ 493 na Indonésia e o preço aumente fora do país.

“O resto dos custos são baixos porque encontramos as civetas na floresta, as trazemos para a plantação e as alimentamos com grãos de café e fruta, mas precisam de muito tempo para produzir cem gramas”, detalhou Wati.

Rodeados de terraços de arroz e templos hinduístas, mais de 25 cafezais do norte da ilha de Bali se dedicam a produzir Kopi Luwak, apesar disso “a produção total nacional não chega nem aos 1.500 kg”, disse a jovem especialista.

No passado, os produtores recolhiam os sedimentos das civetas na floresta, no entanto, há alguns anos a maioria conta com fazendas onde mantêm os animais enjaulados, uma medida que propiciou o sucesso deste tipo de café.

Para que os visitantes compreendam o difícil processo que há por trás de sua xícara de café, muitas fazendas como a de Wati permitem visitas às civetas, assim como alimentá-las com grãos para ver como escolhem as melhores. Os visitantes também têm a oportunidade de contemplar os sedimentos cheios de grãos de café e observar o processo de limpeza e de tosta.

“Deste modo, apreciam melhor nosso trabalho”, disse.

O café, de forte aroma e intenso sabor com pitadas de caramelo e baunilha, fez sucesso entre os paladares mais apurados dos países europeus, Japão e dos Estados Unidos, no entanto, na Indonésia não faz muito sucesso entre a maioria dos consumidores.

Embora o principal mercado continue sendo o local, quase todas as pequenas empresas que se dedicam a produzir este café procuram aumentar sua exportação, já que no país asiático uma xícara custa cerca de US$ 6, enquanto nas capitais de outros países do mundo seu preço oscila entre US$74 e US$123.”

E você? Tomaria uma xícara desse café?!

Quanta cultura por trás de um grãozinho, não é gente?! Com certeza, se eu tivesse uma oportunidade eu tomaria!

O vídeo ilustra bem a explicação sobre o café.

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