Creme de Confeiteiro ou “Crème Patissière”

imageOiiiiiii pessoal! Quanto tempo eu não apareço por aqui não é mesmo? Pois hoje resolvi testar uma receitinha nova (nova para mim né? kkkk) que é o famoso creme de confeiteiro ou “Crème Patissière”. Este creme é muito utilizado na culinária de muitos países e principalmente da França, afinal ele é francês. A receita que testei, não sei dizer se é aquela original mesmo feita nas confeitarias francesas, mas eu pesquisei bastante e me inspirei em 2 sites antes de fazer, um deles é o I Could Kill for Desert da Dani Noce e o outro é o All Recipes. A receita leva fava de baunilha, você vai encontrar nestas lojas de confeitarias por aí, eu ainda tinha uma que ganhei da minha sogra há um tempo atrás :-).  Então vamos lá à receita:

  • Rendimento: Suficiente para uma tortinha média.
  • Custo:★★ ★★★
  • Dificuldade:★★ ★★★

INGREDIENTES

  • 500 ml de leite integral, em temperatura ambiente
  • 1 fava de baunilha
  • 90 gr de açúcar refinado
  • 4 gemas de ovo, em temperatura ambiente
  • 1 colher (chá) de amido de milho (Maisena)
  • 50 gr de farinha de trigo

MODO DE PREPARO

  1. Comece aquecendo 400 ml de leite em uma panela junto com a raspinha da fava de baunilha. (Com a ponta de uma faca abra a fava da baunilha, raspe as sementinhas de dentro e coloque dentro do leite. veja aqui um post no blog sobre a baunilha). Deixe esquentar em fogo baixo por 4 minutos, sem deixar ferver. Reserve;
  2. Agora em uma tigela bata as gemas com o açúcar até formar um creme homogêneo e mais clarinho.
  3. Nos outros 100 ml de leite dissolva a Maisena para evitar que empelote quando for levada ao fogo;
  4. Depois acrescente às gemas batidas o restante do leite e a farinha de trigo. Misture muito bem;
  5. Finalmente coloque este creme no leite morno que está na panela e ligue o fogo baixo, mexendo sem parar por 6-8 minutos, ou até engrossar. Dica: Nos últimos 2 minutos quando o creme começa a engrossar tem que mexer bem rápido para não empelotar o creme.
  6. Retire da panela o creme pronto e coloque em uma travessinha. Cubra com plástico filme de forma que fique encostado no creme para evitar aquela natinha por cima sabe? Deixe esfriar em temperatura ambiente e depois leve à geladeira até ser utilizado. Pode guardá-lo por até 48 hrs.

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E aí, o que acharam? Espero que tenham gostado!

Beijos e obrigada pela visita!

Poly.

Uma Especiaria Medicinal: O Cardamomo!

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Após termos visto sobre as duas especiarias mais raras e caras do mundo: O Açafrão e a Baunilha, hoje o post é sobre uma especiaria não tão rara, nem tão cara, mas igualmente especial: O Cardamomo. Além do cardamomo ser caracterizado pelo seu aroma e sabor muito singular e forte, esta especiaria possui propriedades medicinais, o que a torna muito especial também!

“O Cardamomo é uma especiaria pouco conhecida no Brasil, mas muito utilizado na culinária e na medicina tradicional asiática. Por aqui, é possível encontrá-lo em mercados municipais e lojas de especiarias. Tem aroma intenso e gosto forte, levemente apimentado. Além de incluí-lo na massa de pães, bolos e carnes, o cardamomo também vai no café árabe e no chá. A semente dessa planta da família do gengibre, de folhas grandes e flores brancas, era mascada pelos egípcios para refrescar o hálito e limpar os dentes. Posteriormente, suas propriedades terapeuticas foram descobertas e ele passou a fazer parte do arsenal de produtos naturais voltados à saúde.

O cardamomo tem efeito digestivo, anti-séptico, diurético, laxante e expectorante – uma boa opção para auxiliar no tratamento de gripes e resfriados nessa época do ano, quando o índice dessas doenças aumenta. Basta apenas uma pequena colher para prevenir a formação e auxiliar a excreção do muco das vias aéreas.

Sua flor também é linda e delicada

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O nutricionista norte-americano David Grotto, fundador da Nutrition Housecall (instituição que providencia cuidados personalizados de nutrição e dietética) e autor do livro “101 alimentos que podem salvar a sua vida” (Ed. Larousse), relata as propriedades do cardamomo para matar H. Pylori, a bactéria associada a úlceras. “Também exerce um efeito calmante no aparelho digestivo e é usada para tratar dispepsia e gastrite.” Na medicina chinesa, o ingrediente é utilizado contra problemas do aparelho digestivo, como a dor de estômago, náuseas e vômitos.

“O gengibre, que é da mesma família, é muito utilizado contra tonturas e enjôos. Em alguns países, ele é receitado para grávidas por conta dos enjôos”, afirma José Lara Alves Neto, presidente da Associação Nacional de Nutrólogos (Abran). A planta é utilizada também como antiinflamatório e algumas pesquisas já relataram benefícios no tratamento do câncer de cólon. No Oriente, ganhou a fama de ser afrodisíaco, por isso é inserido no café de modo a compensar o efeito da cafeína, que baixaria a libido, segundo a crença local.

Para incluí-lo no dia a dia, prefira comprá-lo em cápsulas e abrí-las somente no momento do uso. “Para preservar o aroma, ponto forte dessa especiaria, deve-se retirar as sementes com cuidado e, de preferência, torrá-las (a seco ou em óleo), em uma frigideira ou forno. Deve-se, também, evitar moer as sementes, pelo mesmo motivo, ou se moer, usá-las em seguida”, aconselha a nutricionista Solange Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutricionistas/SP”.

(Texto de Chris Bertelli).

Em uma das minhas visitas ao Mercado Municipal de São Paulo, eu comprei algumas gramas de sementes de cardamomo. É possível utilizá-la em diversas receitas como, cafés, molhos, doces etc. Eu usei em um molho a base de creme de leite e aromatizado com vinho branco para servir com um filé de frango grelhado. O sabor diferenciado que o molho ganhou, transformou um prato que outrora era apenas um filé de frango grelhado em uma opção diferenciada e muito saborosa!

filé com cardamomo

Tudo bem, reconheço que é necessário pelo menos um pouco de ousadia para utilizar essa especiaria, o que não falta em mim (rsrs). Afinal na cozinha, a ousadia pode te levar a descobrir outros aromas, outros sabores e outras experiências! Experimentem e me contem o resultado!

O que acharam do post?!

Obrigada pela visita e volte sempre! 😉

“O Ouro em Pó da Cozinha” – O Açafrão!

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Seguindo ainda a sequencia de publicações sobre especiarias raras, hoje vamos ver sobre a especiaria mais cara do mundo! Esta especiaria é o Açafrão. Essa florzinha linda da imagem acima, trata-se de uma especiaria muito rara mesmo e de cultivo delicado. Leiam o post abaixo para entenderem o porque esta é considerada a especiaria mais cara do mundo, é muito interessante. Acompanhem:

“O açafrão, de uso recorrente na culinária italiana, é a especiaria mais cara da gastronomia mundial — custa cerca de US$ 75 mil o quilo.

O açafrão vem do estigma — popular pistilho — encontrado em flor denominada Rosa de Açafrão (Crocus Sativus Lennaeus).

A plantação do açafrão, realizada apenas uma vez por ano, é uma tarefa árdua. Cada bulbo deve ser plantado manualmente, o que obriga o trabalhador rural a caminhar agachado centenas de metros.

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A colheita também é realizada apenas uma vez ao ano. Cada flor tem 3 estigmas. Para se obter 1 quilo de açafrão in natura, são necessárias 200 mil flores.

Depois de desidratados, o volume diminui: para cada quilo de estigmas crus, obtém-se apenas 250 gramas de açafrão pronto para o consumo.

O Irã é o maior produtor mundial – responsável por 80% do abastecimento. A Espanha já foi líder, mas hoje produz apenas 3% do açafrão das prateleiras dos supermercardos gourmets. O maior consumidor de açafrão é os EUA – importando cerca de 20 toneladas/ano.

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O açafrão é usado para aromatizar e colorir receitas em todo mundo, sejam elas doces ou salgadas. Na cozinha italiana o açafrão é usado, por exemplo, no Risoto Milanês. Também é imprescindível na popular Paella espanhola.

Na Arábia Saudita, um autêntico café Árabe deve ter cardamomo e açafrão. Na Índia usa-se açafrão na culinária e também em cultos religiosos. Na Suíça é tradição elaborar um pão com açafrão no dia de Santa Luzia.

Durante o Renascimento, a cidade italiana de Veneza se destacou como mais importante centro comercial do açafrão. Mesmo àquela época, a especiaria já valia mais do que ouro.

(Texto de Sandra Vasconcelos)

“Renovada a força da natureza, tudo precisa ser feito com dedicação, exigindo uma mão de obra bem qualificada. A colheita, já que as flores medem aproximadamente vinte centímetros, é manual. Como floresce por apenas duas semanas, a apanha tem de ser feita rapidamente.
O processo seguinte, também artesanal, é tirar os pistilos, conjunto de órgãos femininos das flores. Mulheres, geralmente organizadas em estruturas familiares, arrancam, com rápidos movimentos, usando o polegar e o indicador, os três pequenos pistilos de cada flor. É tarefa minuciosa, da qual depende a qualidade final e a “pureza” do produto. Na seqüência, o produto é secado delicadamente, em fogo brando. Toda essa cuidadosa tarefa de produção é extraordinária, calculam-se necessárias cerca de 150 mil flores e 400 horas de trabalho para cada quilo de açafrão obtido. Como o comércio mundial movimenta milhares de quilos, é gigantesco o número de flores e o empenho humano para atendê-lo”.

Um pouco de história:

“Em tábuas sumerianas do período de Ur (3000 a.C.) encontramos o açafrão na lista de alimentos da casa real. Na Mesopotâmia, vários documentos indicam seu uso como condimento no período de reinado de Hamurabi (1800 a.C.). Papiros egípcios do século 19 a.C. mencionam os jardins de Luxor cobertos por essas flores, as mesmas que decoram um célebre afresco, de 1700 a.C., do palácio de Minos, em Creta. Ele é mencionado na Ilíada e no Cântico dos cânticos (4,14).

Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), conquistador de grandes territórios orientais, foi fascinado pelo gosto das especiarias, sobretudo dos pistilos avermelhados. Romanos de alta classe tomavam uma infusão de açafrão, tido como afrodisíaco, para se entregarem às artes de Vênus. O livro de cozinha de Apicius contém várias referências a ele. Na Idade Média, quando grande valor era dado ao aspecto estético de uma refeição — pois a mesa posta devia, além de alegrar a vista, exibir riqueza e poder —, os pratos de carne podiam ser “dourados”, cobertos com um reluzente preparado amarelo feito à base de açafrão”.

No tempo de Marco Polo o açafrão chegou a valer mais do que o ouro. Seguiu atravessando a história como a mais cara das especiarias, o mais valioso produto alimentício do planeta, bem mais caro do que a baunilha ou o cardamomo, valendo 20 vezes mais do que a trufa.
No Brasil podemos encontrar bom açafrão, geralmente do Marrocos, pagando em média R$ 5 o grama. Produto superior, o espanhol, pode ser achado por um preço que varia de 8 a 15 euros o grama.  Não existe açafrão barato, portanto deve-se suspeitar de qualquer pechincha. Produto de distinção, ele desperta a vocação dos fraudadores, apesar das drásticas regulamentações. O preço elevado precisa ser pensado de acordo com sua vigorosa dimensão culinária: poucos gramas bastam para servir bem uma família numerosa, ao longo de um ano inteiro. Dois pistilos desse ardente sol portátil são suficientes para dar vibração e destacar receitas com os carotenóides e óleos essenciais do seu misterioso aroma, poder colorante e sabor incomparável.

Na culinária:

Três receitas emblemáticas da latinidade estão ancoradas nele: na Espanha a paella; na Provence a bouillabasse e, em Milão, o risotto alla milanese. Todas essas maravilhas teriam um aspecto bastante pálido se fossem confeccionadas sem essa ajuda pungente e marcante. Mesmo na Suécia, antítese do Mediterrâneo, no dia de Santa Lúcia, festa da luz celebrada em 13 de dezembro — data prestigiosa de entrega dos prêmios Nobel —, simbólicos pãezinhos especiais são confeccionados com açafrão. Tire a prova, use um bom e fresco açafrão (colhido há não mais de um ano), de cor laranja-vivo e perfume forte. Se ele é uma maravilha no licor (Chartreuse) ou arroz, imagine em molhos, cozidos, pastas”.

(Texto de Davi Goldman – pesquisador da cultura e história da gastronomia e coordenador do curso Alta Gastronomia, na FAAP).

Por ser uma especiaria tão rara e cara, são comercializada versões quase genéricas do açafrão que encontramos facilmente nos supermercados, pois tem muito pouco do verdadeiro açafrão.

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O que acharam gente? Muito trabalho mesmo para o cultivo não é?! Eu fiquei impressionada com o trabalho e delicadeza do cultivo desta especiaria. Espero que tenham gostado também!

Essa sem sombra de dúvida é realmente uma especiaria rara. Mas, o importante é saber que entre a especiaria mais rara e a especiaria mais comum, entre a mais cara e a mais barata, cada uma tem o seu lugar e sabor único! Portanto aprecie cada uma delas na sua cozinha!

Mais informações sobre especiarias você pode ver AQUI também.

Obrigada pela visita e voltem sempre! 😉

“O Ouro Negro da Cozinha” – A Baunilha!

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A partir de hoje vocês vão encontrar aqui no blog posts sobre especiarias raras e curiosidades! Descobri que estou completamente interessada por este assunto (rsrs)! E hoje vou começar falando um pouco sobre uma das especiarias mais raras que existem, A Baunilha! Todo mundo já sentiu o sabor, o aroma, usou na receita ou ouviu a mãe falar desde pequeno sobre a essência de baunilha. Mas, uma informação MUITO importante e que até então eu também não sabia, é que esta essência de baunilha que a gente compra nos supermercados, de baunilha mesmo não tem nada! Isso mesmo, se você olhar na lista de ingredientes constam:  água destilada, álcool etílico, corante caramelo e aromatizante. Mas então, cadê a baunilha mesmo??? Ocorre que entre “essência”, “extrato” e baunilha “in natura” existe um mundo de diferenças. “O extrato é feito com a fava, enquanto a essência é um produto sintético que contém apenas a vanilina, principal substância responsável pelo aroma e sabor de baunilha. Por isso é infinitamente mais barata”

O que não te contaram sobre a baunilha, mas que você precisa saber:

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A baunilha é obtida a partir dos frutos da orquídea Vanilla planifolia, uma das cem espécies que formam o gênero Vanilla (daí o nome em inglês), e a que produz a maior quantidade de vanilina. Sim, não bastasse o sabor único, a especiaria ainda vem de uma belíssima flor. Durante o processo de amadurecimento e cura, as vagens verdes transformam-se nas favas quase pretas. Por muito tempo a produção era restrita ao México devido a uma abelha que polinizava flores existentes apenas naquele país. Até que foi descoberto uma forma de polinização manual, com uma vareta de bambu, a qual é usada até hoje. Atualmente o maior país produtor de baunilha é Madagascar. Além da ilha africana, Indonésia, México, Tahiti também destacam-se como produtores. O sabor pode variar dependendo do país de origem, do processo de cultivação, da maturidade da colheita e do processo de seca e cura usados. Iguaria das mais caras, uma única fava de baunilha pode custar até R$ 10 ou mais (ficando atrás apenas do açafrão, cujo raminho de poucas gramas sai por volta de R$ 13). “Da fava verde até o produto final, existem várias etapas. Desde o tempo de crescimento até a curagem, que desenvolvem o aroma, sabor e cor da fava. É trabalhoso e demorado, e isso reflete no preço”.

O investimento, porém, vale a pena. A baunilha pode ser utilizada em inúmeras sobremesas, do bolo ao sorvete, além de algumas bebidas como café e, menos freqüentemente, em pratos quentes, a exemplo de sopas e molhos. Seu sabor intenso confere outra vida às receitas. A compra rende ainda mais se com as favas for preparado o extrato caseiro, que dura vários anos.

Receita do Extrato de baunilha

equação do extrato

INGREDIENTES:

  • 250ml de vodca
  • 2 favas de baunilha

MODO DE PREPARO

  1. Corte as favas ao meio, no sentido do comprimento;
  2. Coloque-as dentro de uma garrafinha limpa e seca e encha com vodca;
  3. Tampe bem, sacuda a garrafinha e depois guarde em um local escuro e seco por pelo menos dois meses;
  4. Sempre que se lembrar, pegue a garrafinha e dê uma boa sacudida.

Dica: a bebida pode ser trocada por outra destilada também.

(Receita retirada do blog cinarasplace.blogspot.com)

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Gente, quando eu descobri essa informação, foi como se um segredo tivesse sido revelado a mim (rsrs), eu nunca imaginei que aquela essência de baunilha que minha mãe usava e que alguns meses atrás eu também comprei no supermercado, simplesmente não tem nada a ver com a verdadeira baunilha! Comprei “gato por lebre” (rsrsrs). Tenho certeza que muitas pessoas assim como eu, também não sabiam desta informação tão valiosa!

Após todas estas descobertas e uma apaixonada pela cozinha que sou, você já deve imaginar que eu estou LOUCA atrás das tão especiais favas de baunilha não é mesmo?! (rsrsrs). Sim estou!!! Meu pudim de leite com certeza vai ganhar um sabor ainda mais especial com estas favras, sem falar daquele creme brulée que estou estudando fazer há tempos. Ficará perfeito! Aqui em São Paulo é possível encontrar as favas em algumas lojas especializadas como a Bombay, Casa Santa Luzia e no Mercado Municipal. Conto para vocês depois o que consegui!

Espero que tenham gostado do post e que essa informação seja útil para vocês também!

Texto original AQUI

Obrigada pela visita e volte sempre! 😉