“Casa Mathilde” – Uma Doçaria Tradicional Portuguesa em SP

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O post de hoje é uma indicação de uma casa portuguesa que existe aqui no centro de SP, chamada “Casa Mathilde” Doçaria Tradicional Portuguesa. O lugar é uma gracinha e o principal atrativo são os doces produzidos na própria doçaria, todos artesanais. O que eles chamam de “fabrico artesanal”.  Fica próxima à rua São Bento,para quem vai de metrô é só descer na estação São Bento que fica bem pertinho. O endereço é:

 Praça Antônio Prado, 76, Centro, São Paulo. É um lugar perfeito para tomar aquele cafezinho depois do almoço e saborear um dos doces da vitrine. O doce mais procurado é o Pastel de Nata (porque Pastel de Belém, é só o que é fabricado em Belém/Portugal)! São realmente MUITO atrativos aos olhos… e saborosíssimos também! Tem uma grande variedade de doces, pães e biscoitos… todos com uma cara ótima! Recomendo a visita!!!Casa Mathilde (2)

Casa MathildeSe quiser mais informações, acesse o site: http://casamathilde.com.br/pt/

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Obrigada pela visita!

Beijos,

Poly.

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O Café mais Raro e Caro do Mundo – Kopi Luwak

Café Kopi Luwak

Esse é um post muito interessante que conta sobre a produção de um café muito raro e caríssimo, onde uma xícara pode custar mais de $ 100 dólares! Com certeza é uma xícara de café que apenas poucas pessoas podem saborear. Leiam o post e saibam o que tem de tão especial nesse café e porque custa tão caro.

“Kopi Luwak ou Café Civeta é um café produzido com grãos de café extraídos das fezes do civeta. Este processo de coleta de grãos em fezes de civeta acontece na Indonésia e nas Filipinas (onde o produto é chamado de Kape Alamid). No Vietnã existe um tipo similar de café, chamado weasel coffee, que possui grãos que foram defecados por doninhas. No Brasil, existe ainda um café colhido das fezes do Jacu [ave originária da América do Sul].

O civeta seleciona os grãos antes de ingeri-los, mas apenas a polpa é digerida, e a semente passa intacta pelo sistema digestivo do animal. Durante a digestão, as bactérias e enzimas únicas do animal tornam-se os responsáveis pela diferença de qualidade do café industrializado.

Kopi é uma palavra indonésia para “café”, enquanto luwak é o nome local da civeta. A produção limitada dos grãos (menos de 230 quilos por ano) é o motivo de sua raridade e consequentemente seu alto preço (cerca de mil dólares o quilo do grão), sendo considerado o mais caro café do mundo. É vendido principalmente para o Japão, na Europa e nos Estados Unidos. Uma xícara de café preparado com Kopi Luwak pode custar 50 libras esterlinas no Reino Unido. Seu sabor é descrito como “uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns”. (Fonte Wikipedia).

Civeta comendo fruto do café em fazenda no sudeste asiático

Civeta comendo fruto do café em fazenda no sudeste asiático

Grãos de café excretados pelos civetas criados em cativeiro

“O pesquisador explica que à medida que o grão passa pelo sistema digestório do animal, ele sofre um processo de modificação parecido com o utilizado pela indústria cafeeira para remover a polpa do grão de café, mas que envolve bactérias diferentes das usadas pela indústria, além das enzimas digestivas do animal. É isso que dá ao Kopi Luwak seu sabor característico inigualável. Mas esse processo um tanto quanto esquisito de produzir café não representa riscos à saúde? “Os resultados dos testes que fiz em meus trabalhos mostraram que a bebida é perfeitamente segura”, garante Marcone.

A origem da produção do Kopi Luwak (café de civeta, em indonésio) é ainda um mistério, mas o processo, realizado principalmente nas ilhas de Sumatra, Java e Bali, se baseia em alimentar os animais com os frutos das plantas de café e depois recolhê-los das fezes do mamífero.

O resto da tarefa é feito pelos empregados das empresas produtoras, incluindo a limpeza do grão de café do tipo arábico ou robusta e em seguida os processos de tostá-los e moê-los.

“A civeta não chega a digerir todo o grão de café maduro, as enzimas de seu estômago o modificam e fornecem características que o tornam único”, explicou à Agência Efe Dwija Wati, trabalhadora de uma produtora de Kopi Luwak do norte de Bali.

O metabolismo do mamífero é capaz de aproveitar a polpa da baga, mas a semente não é digerida e então é devolvida, mais rica, à terra.

Wati acrescenta que a civeta tem “essa capacidade especial, por isso o processo não pode ser feito com outros animais”.

No entanto, o ritmo de produção é lento. Cada civeta é capaz de digerir por dia uma média de 25 grãos e essa é a razão principal pela qual o quilo de Kopi Luwak custa US$ 493 na Indonésia e o preço aumente fora do país.

“O resto dos custos são baixos porque encontramos as civetas na floresta, as trazemos para a plantação e as alimentamos com grãos de café e fruta, mas precisam de muito tempo para produzir cem gramas”, detalhou Wati.

Rodeados de terraços de arroz e templos hinduístas, mais de 25 cafezais do norte da ilha de Bali se dedicam a produzir Kopi Luwak, apesar disso “a produção total nacional não chega nem aos 1.500 kg”, disse a jovem especialista.

No passado, os produtores recolhiam os sedimentos das civetas na floresta, no entanto, há alguns anos a maioria conta com fazendas onde mantêm os animais enjaulados, uma medida que propiciou o sucesso deste tipo de café.

Para que os visitantes compreendam o difícil processo que há por trás de sua xícara de café, muitas fazendas como a de Wati permitem visitas às civetas, assim como alimentá-las com grãos para ver como escolhem as melhores. Os visitantes também têm a oportunidade de contemplar os sedimentos cheios de grãos de café e observar o processo de limpeza e de tosta.

“Deste modo, apreciam melhor nosso trabalho”, disse.

O café, de forte aroma e intenso sabor com pitadas de caramelo e baunilha, fez sucesso entre os paladares mais apurados dos países europeus, Japão e dos Estados Unidos, no entanto, na Indonésia não faz muito sucesso entre a maioria dos consumidores.

Embora o principal mercado continue sendo o local, quase todas as pequenas empresas que se dedicam a produzir este café procuram aumentar sua exportação, já que no país asiático uma xícara custa cerca de US$ 6, enquanto nas capitais de outros países do mundo seu preço oscila entre US$74 e US$123.”

E você? Tomaria uma xícara desse café?!

Quanta cultura por trás de um grãozinho, não é gente?! Com certeza, se eu tivesse uma oportunidade eu tomaria!

O vídeo ilustra bem a explicação sobre o café.

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14 de Abril – Dia Internacional do Café

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Em homenagem ao dia internacional do café, essa bebida tão apreciada no mundo inteiro, vamos falar um pouco da história e trajetória desse grão tão perfumado e saboroso!

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“Café no Mundo

O café é uma planta originária do continente africano, das regiões altas da Etiópia (Cafa e Enária), onde ocorre espontaneamente como planta de sub-bosque. A região de Cafa pode ser a responsável pelo nome café. Segundo uma das “lendas” da descoberta do cafeeiro, um pastor etíope foi quem percebeu que algumas de suas cabras mudaram seu comportamento após fazer uso de folhas da planta de café em sua alimentação, influenciando no comportamento de monges que o observaram.

Da Etiópia foi levado para a Arábia. Os árabes tentaram manter o privilégio, pois foram os primeiros a cultivar essa planta “milagrosa” que assumia grande importância social devido ao seu uso na medicina da época para a cura de diversos males. Da Arábia o café foi levado primeiramente para o Egito no século XVI e logo depois para Turquia. Na Europa, no século XVII, foi introduzido na Itália e na Inglaterra. O café era consumido por diversas classes sociais, inclusive por intelectuais. Logo depois passou a ser consumido em vários outros países europeus, chegando à França, Alemanha, Suíça, Dinamarca e Holanda.

Seguindo sua marcha de expansão pelo mundo, o café chegou nas Américas e nos Estados Unidos, atualmente o maior consumidor e importador mundial de café. Foram os holandeses que disseminaram o café pelo mundo. Inicialmente transformaram suas colônias nas Índias Orientais em grandes plantações de café e junto com franceses e portugueses transportaram o café para a América.

Café no Brasil

Na Guiana Holandesa (hoje Suriname), foram introduzidas mudas do Jardim Botânico de Amsterdã. Chegou à Guiana Francesa através do Governador de Caiena que conseguiu, de um francês chamado Morgues, algumas sementes semeando-as no pomar de sua residência. A partir desse plantio o Sargento Francisco de Mello Palheta transportou para o Brasil, para a cidade de Belém (Pará) em 1727, algumas sementes e plantas ainda pequenas. Em Belém, a cultura não foi muito difundida. Foi levada nos anos seguintes para o Maranhão, chegando à Bahia em 1770. No ano de 1774 o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe do Maranhão para o Rio de Janeiro algumas sementes que foram semeadas na chácara do Convento dos Frades Barbadinos. Então espalhou-se pela Serra do Mar, atingindo o Vale do Paraíba por volta de 1820. De São Paulo, foi para Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.

No Brasil, o desenvolvimento da cultura confunde-se com a própria história do País devido a sua grande importância econômica e social (o “Ciclo do Café”).

1820: A partir dessa década, o Brasil passou a ser considerado exportador de café com exportações contínuas do produto, provenientes do Vale do Paraíba-SP, Araxá-MG e Goiás.

1845: O Brasil produz 45% do café mundial.

1857: Elevação dos preços internacionais devido à recuperação da economia européia e redução da oferta de café brasileiro, devido ao ataque do inseto “bicho mineiro” nas lavouras e pela limitação de mão-de-obra escrava (lei Eusébio de Queiroz). Os preços tiveram uma elevação de 50%, o que causou grande expansão da produção nos anos seguintes.

1865: Os preços caíram devido à diminuição das exportações para os Estados Unidos, que enfrentavam a Guerra de Secessão.

1906: O mercado sofre a primeira grande intervenção do governo motivada pelos preços baixos que mal cobriam os custos da colheita. O estoque já era grande em 1902 e a expectativa de grande colheita para 1906, com cerca de 17 milhões de sacas, quando o consumo mundial era de apenas 20 milhões, provocaram baixa nos preços. A intervenção ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1906, quando os governantes de São Paulo e Minas Gerais assinaram o “Convênio de Taubaté”. Fixou-se um preço mínimo do café e o plantio de novas lavouras foi proibido.

1918: Grande geada reduziu a produção brasileira causando elevação de preços.

1932: Queima de estoques devido à superprodução. Os estoques chegaram a 33,5 milhões de sacas e até 1944 foram incineradas mais de 78 milhões de sacas. Proibição de novos plantios de café.

1939 a 1945: A segunda guerra mundial causou queda nos preços internacionais do produto.

1945/54: Melhoria dos preços após a guerra incentivou novos plantios.

1955: Superprodução de 22 milhões de sacas.

1962/67: Erradicação de 2 bilhões de pés de café. Em 1964, a retenção de estoques chegou a 48 milhões de sacas, como tentativa de elevação dos preços que estavam muito baixos.

1969: Geada no Paraná destruiu cerca de 80% da safra seguinte causando elevação dos preços.

1970: O Governo Federal lança o plano de renovação dos cafezais. Oferece financiamento farto, estimulando principalmente os Estados do centro-sul (regiões Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba), a aumentarem o parque cafeeiro.

1977: Preços altos devido à geada em 1975, que dizimou a cafeicultura no sul do País, com maiores efeitos no Paraná. Ocorrência da doença “ferrugem alaranjada do cafeeiro”, que foi se agravando desde a sua introdução no Brasil em 1970. Nessa época os preços do café tiveram seus valores mais altos da história, cerca de 400 dólares por saca.

1986: Longo período de seca e esgotamento dos cafeeiros no centro-sul do país provoca forte elevação dos preços. Com esse aumento do preço, as cláusulas do Acordo Internacional do Café deixaram de funcionar. Começa a operar o mercado livre no exterior, resultando em queda do preço, após curto período de elevação.

1987: Renovação do Acordo Internacional do Café e, apesar dos preços em baixa, houve tendência de estabilização (120 a 140 cents de dólar por libra peso).

1989: Término do Acordo Internacional do café.

1991/93: Fase de preços muito baixos, chegando a menos de 40 dólares em determinados períodos. Houve grande erradicação de lavouras no centro-sul do Brasil e o abandono das lavouras por grande parte daqueles que permaneceram na atividade.

1994: Ocorrência de duas fortes geadas que atingiram grandes áreas produtoras no Brasil. Praticamente todo o Estado do Paraná, boa parte do Estado de São Paulo e áreas consideráveis do Sul de Minas Gerais tiveram suas lavouras seriamente atingidas. Um longo período de seca após as geadas atrasa ainda mais a recuperação das lavouras. Os preços sofreram altas históricas, chegando a ultrapassar 200 dólares/saca.

1995: Grande redução da produção brasileira (cerca de 12 milhões de sacas), resultado das geadas em 1994. O preço cai um pouco, estabilizando entre 150 e 180 dólares/saca em razão dos compradores internacionais operarem com estoques mínimos.

1996: O Governo Federal cria o Conselho Deliberativo de Política Cafeeira (CDPC), constituído por doze membros, dos quais seis representam o governo e seis o setor privado: CNC (02), CNA (01), FEBEC (01), ABIC (01) e ABICS (01).

2001: O preço do café atinge menos de $35/saca, um dos preços mais baixos da historia.

2011: O preço do café mais do que dobra entre 2010 e 2011, alcançando $350/saca em março de 2011, um recorde de mais de 30 anos. Esse aumento se deve principalmente à forte redução do estoque dos países consumidores e problemas na safra de alguns dos principais países produtores como a Colômbia. O fato de 2011 ser o ano de baixa da safra brasileira, devido à bianualidade da produção, ajuda na alta dos preços.”

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Algumas curiosidades sobre o café. 

Você sabia que…

• O tamanho da xícara influencia no sabor do café. Experimente preparar 2 doses de café exatamente da mesma maneira, com o mesmo tipo e a mesma quantidade de café e água. Sirva uma dose em uma xícara de café e a outra em uma xícara de chá e prove alternadamente. Existe ou não uma diferença no sabor?

• Uma xícara de 50 ml de café tem menos cafeína que uma lata de refrigerante cola ou uma xícara de chá preto.

• Para a maioria das pessoas, 3 a 5 xícaras de café por dia pode ajudar a prevenir algumas doenças como: diabetes 2, Alzheimer, Parkinson, câncer de Colon, entre outras.

• A planta do café é uma cultura perene que é explorada por 25 anos ou mais.

• A semente de café é, na verdade, o mesmo grão que dá origem ao café torrado.

• As sementes se originam apenas dos frutos maduros (cereja).

• O Brasil produz cerca de 25% da produção mundial de café. Historicamente, somos o maior produtor e exportador e o segundo maior consumidor mundial de café.

• Depois do Brasil, os maiores produtores de café são Vietnã, Colômbia e Indonésia.

• A produção de café de Minas Gerais é maior que a do Vietnã.

• Um brasileiro consome, em média, 1.200 xícaras de café ao ano.

• Aproximadamente 2.000 a 2.500 frutos de café são necessários para conseguir 1 kg de café torrado e moído.

• Café é a segunda bebida mais consumida no mundo, fica atrás somente da água mineral.

• Dentre as duas espécies comerciais de café (Arábica e Robusta), a Arábica possui metade do teor de cafeína da Robusta.

• Entre os vários métodos de preparo de café, o espresso é um dos que contém menor teor de cafeína por ter pouco tempo de infusão.

• Café espresso ou café expresso? Quando se refere ao café alguns têm adotado a palavra espresso no lugar de expresso. Erro de ortografia? Não. A palavra espresso, usada na Europa, vem do italiano e sua raiz guarda relação com o verbo latino que, em português, deu origem a espremer. Não há registro de espresso nos dicionários de língua portuguesa. Então, fica a dúvida sobre a forma correta de escrever: café expresso ou espresso? Expresso significa rápido e um café “espresso” (de espremido em português), feito sob pressão. Espresso deve ser aceito, segundo especialistas, porque o vocabulário corrente admite palavras estrangeiras, como shopping, que é do ingles. E está errado dizer expresso? Não, porque de fato o café espremido (ou espresso) na máquina fica pronto entre 15 e 20 segundos, rápido e, portanto, expresso.  Origem: Wikipédia.

• O pó de café usado (borra) é bom para retirar a oleosidade. Pode ser utilizado para lavar galheteiros, pias e utensílios com excesso de gordura.

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Que nunca falte um cafezinho no seu dia! =)

 

Fotos Pinterest - Fonte Clube do Café.