O Café mais Raro e Caro do Mundo – Kopi Luwak

Café Kopi Luwak

Esse é um post muito interessante que conta sobre a produção de um café muito raro e caríssimo, onde uma xícara pode custar mais de $ 100 dólares! Com certeza é uma xícara de café que apenas poucas pessoas podem saborear. Leiam o post e saibam o que tem de tão especial nesse café e porque custa tão caro.

“Kopi Luwak ou Café Civeta é um café produzido com grãos de café extraídos das fezes do civeta. Este processo de coleta de grãos em fezes de civeta acontece na Indonésia e nas Filipinas (onde o produto é chamado de Kape Alamid). No Vietnã existe um tipo similar de café, chamado weasel coffee, que possui grãos que foram defecados por doninhas. No Brasil, existe ainda um café colhido das fezes do Jacu [ave originária da América do Sul].

O civeta seleciona os grãos antes de ingeri-los, mas apenas a polpa é digerida, e a semente passa intacta pelo sistema digestivo do animal. Durante a digestão, as bactérias e enzimas únicas do animal tornam-se os responsáveis pela diferença de qualidade do café industrializado.

Kopi é uma palavra indonésia para “café”, enquanto luwak é o nome local da civeta. A produção limitada dos grãos (menos de 230 quilos por ano) é o motivo de sua raridade e consequentemente seu alto preço (cerca de mil dólares o quilo do grão), sendo considerado o mais caro café do mundo. É vendido principalmente para o Japão, na Europa e nos Estados Unidos. Uma xícara de café preparado com Kopi Luwak pode custar 50 libras esterlinas no Reino Unido. Seu sabor é descrito como “uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns”. (Fonte Wikipedia).

Civeta comendo fruto do café em fazenda no sudeste asiático

Civeta comendo fruto do café em fazenda no sudeste asiático

Grãos de café excretados pelos civetas criados em cativeiro

“O pesquisador explica que à medida que o grão passa pelo sistema digestório do animal, ele sofre um processo de modificação parecido com o utilizado pela indústria cafeeira para remover a polpa do grão de café, mas que envolve bactérias diferentes das usadas pela indústria, além das enzimas digestivas do animal. É isso que dá ao Kopi Luwak seu sabor característico inigualável. Mas esse processo um tanto quanto esquisito de produzir café não representa riscos à saúde? “Os resultados dos testes que fiz em meus trabalhos mostraram que a bebida é perfeitamente segura”, garante Marcone.

A origem da produção do Kopi Luwak (café de civeta, em indonésio) é ainda um mistério, mas o processo, realizado principalmente nas ilhas de Sumatra, Java e Bali, se baseia em alimentar os animais com os frutos das plantas de café e depois recolhê-los das fezes do mamífero.

O resto da tarefa é feito pelos empregados das empresas produtoras, incluindo a limpeza do grão de café do tipo arábico ou robusta e em seguida os processos de tostá-los e moê-los.

“A civeta não chega a digerir todo o grão de café maduro, as enzimas de seu estômago o modificam e fornecem características que o tornam único”, explicou à Agência Efe Dwija Wati, trabalhadora de uma produtora de Kopi Luwak do norte de Bali.

O metabolismo do mamífero é capaz de aproveitar a polpa da baga, mas a semente não é digerida e então é devolvida, mais rica, à terra.

Wati acrescenta que a civeta tem “essa capacidade especial, por isso o processo não pode ser feito com outros animais”.

No entanto, o ritmo de produção é lento. Cada civeta é capaz de digerir por dia uma média de 25 grãos e essa é a razão principal pela qual o quilo de Kopi Luwak custa US$ 493 na Indonésia e o preço aumente fora do país.

“O resto dos custos são baixos porque encontramos as civetas na floresta, as trazemos para a plantação e as alimentamos com grãos de café e fruta, mas precisam de muito tempo para produzir cem gramas”, detalhou Wati.

Rodeados de terraços de arroz e templos hinduístas, mais de 25 cafezais do norte da ilha de Bali se dedicam a produzir Kopi Luwak, apesar disso “a produção total nacional não chega nem aos 1.500 kg”, disse a jovem especialista.

No passado, os produtores recolhiam os sedimentos das civetas na floresta, no entanto, há alguns anos a maioria conta com fazendas onde mantêm os animais enjaulados, uma medida que propiciou o sucesso deste tipo de café.

Para que os visitantes compreendam o difícil processo que há por trás de sua xícara de café, muitas fazendas como a de Wati permitem visitas às civetas, assim como alimentá-las com grãos para ver como escolhem as melhores. Os visitantes também têm a oportunidade de contemplar os sedimentos cheios de grãos de café e observar o processo de limpeza e de tosta.

“Deste modo, apreciam melhor nosso trabalho”, disse.

O café, de forte aroma e intenso sabor com pitadas de caramelo e baunilha, fez sucesso entre os paladares mais apurados dos países europeus, Japão e dos Estados Unidos, no entanto, na Indonésia não faz muito sucesso entre a maioria dos consumidores.

Embora o principal mercado continue sendo o local, quase todas as pequenas empresas que se dedicam a produzir este café procuram aumentar sua exportação, já que no país asiático uma xícara custa cerca de US$ 6, enquanto nas capitais de outros países do mundo seu preço oscila entre US$74 e US$123.”

E você? Tomaria uma xícara desse café?!

Quanta cultura por trás de um grãozinho, não é gente?! Com certeza, se eu tivesse uma oportunidade eu tomaria!

O vídeo ilustra bem a explicação sobre o café.

cafe

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s